- Marinha linha tempo Porta Aviões

PORTA AVIÕES – SHOKAKU

SHOKAKU     (Trad: Anjo voando no Paraíso ou “Anjo Feliz”)

SHOKAKU – perfil.

MÊS / ANO / AÇÕES   

08.1941  Japão. Incorporado a frota.

07.12.41 Pearl Harbour. Para a operação, o grupo aéreo designado para o SHOKAKU e ZUIKAKU foi aumentado além do padrão com 18 aeronaves de reforço com tripulação temporariamente a bordo oriundas de esquadrões de treinamento. O navio lança na primeira leva do ataque 26 bombardeiros de mergulho e 5 caças Zero, um bombardeiro de mergulho é perdido. Na segunda, lança 27 aviões torpedeiros (armados com bombas). Sem perdas.

20.01.42  Rabaul. Apoio a invasão, o navio lança 19 bombardeiros de mergulho, sem perdas.

02.1942 Japão. Manutenção.

26.03 a 09.04.1942 Oceano Índico. Participa da incursão da frota na região.

05.1942:

01.05.42 Truk. Juntamente com o ZUIKAKU, zarpa para proteger as operações em Tulagi / Port. Moresby.

05.1942  Batalha do Mar de Coral.

  • 07 Primeiro dia:

06:10 h Informado por aeronaves de reconhecimento da presença de força naval inimiga na área (que incluiria um porta aviões) lança um ataque completo (em companhia do ZUIKAKU) com 18 caças, 36 bombardeiros de mergulho e 24 aviões torpedeiros. 

09:26 h Avistada a força inimiga e constatada ausência de porta aviões o comandante do ataque dispensa os aviões torpedeiros e apenas os bombardeiros atacam. Afundam o DD USS SIMS com três impactos diretos e danificam o petroleiro USS NEOSHO, com sete impactos, deixando-o inerte e adernado a estibordo. Subsequentemente, os sobreviventes de ambos navios (NEOSHO e SIMS) refugiam-se no NEOSHO, que fica a deriva até ser descoberto no dia 11 de maio, por aeronave de busca. O DD USS HENLEY chega ao local, resgata os sobreviventes e o afunda. 

AO 23 USS Neosho.

14:30 h Força de porta aviões americanos é localizada. Novo ataque é lançado pelos japoneses com a concepção de um ousado ataque noturno. A decisão é um esforço para recuperar a iniciativa. São selecionados os pilotos experientes para atacar, sem cobertura de caças (Zeros eram inadequados para operações noturnas). O ataque ocorre com 12 bombardeiros de mergulho e 15 torpedeiros, que voam no limite operacional, e chegam a area operacional da força americana bem depois do crepúsculo. Não avistam os alvos, descartam suas bombas e  iniciam a volta. Ironicamente, haviam ultrapassado os americanos e encontrado sua “CAP”. Vários são abatidos e seis entram no circuito de pouso, por engano, no CV USS YORKTOWN, apenas para se assustar com tiros AAA no último momento. Para ajudar no retorno da aeronaves, o Almirante Hara ordena que os holofotes dos navios seja ligados para, dar aos aviões a chance de pousar com segurança. Onze colidem ou são danificados durante o pouso, apenas seis pousam intactos. O resto foi abatido ou são perdas operacionais irreparáveis.

  • 08 Segundo dia:

-06:20 h A força japonesa é avistada por aeronave do USS LEXINGTON. Apenas dois minutos depois, um avião japonês avista a força americana (YORKTOWN e LEXINGTON). Embora o relatório chegue apenas as 06:36 h, em antecipação as 06:22 h o Almirante Hara já havia lançado as aeronaves (18 caças, 33 bombardeiros e 18 torpedeiros).

– 09:00 h Inicia-se o ataque americano a força Japonesa. O CV ZUIKAKU,  9.000 metros à frente de SHOKAKU, e sua escolta CA (MYOKO e HAGURO) e três destróieres encontraram refúgio em uma tempestade. O SHOKAKU dois CA (KINUGASA e FURUTAKA) suportaram o ataque. Os aviões do YORKTOWN atacam primeiro, seguidos pelos do LEXINGTON.

-09:07 as 09:16 h Seriamente danificado por dois impactos bomba, bombardeiros do YORKTOWN. Um abriu o arco da proa e iniciou incêndio no castelo de proa. As correntes de ancoragem são cortadas e as âncoras mergulham. O segundo atingiu o final do convés de voo a estibordo, matando todos os artilheiros da peça “No.11 AAA de 25 mm”.

-09:40 h Segundo ataque aéreo, um terceiro impacto de bomba, bombardeiro do USS LEXINGTON, atinge a estibordo na parte traseira da ilha, danificando armas e o mastro de sinalização principal (fica inclinado para frente). Os choques da explosão desabilitam o elevador dianteiro os incêndios aumentam. O SHOKAKU evitou os vinte torpedos que lhe foram destinados, mas é incapaz de operar aeronaves. 108 tripulantes são mortos e 40 feridos. Dez aeronaves a bordo são perdidas.
Para o CV SHOKAKU a batalha terminou. O capitão Jojima fez um pedido urgente para se retirar, que foi atendido.

-10:10 h Ruma para nordeste saindo da área de batalha, a 30 nós apesar da proa danificada. Seus aviões retornando pousam no CV ZUIKAKU. Os cruzadores KINUGASA e FURUTAKA e os destróieres USHIO e YUGURE o escoltaram durante todo o dia. Ao mesmo tempo, SHOKAKU foi removido da ordem dos planos de batalha para a “Operação Midway”.

-13:45 Almirante Inoue ordenou que o Almirante Takagi suspendesse o combate e se retirasse com o ZUIKAKU.

-14:20 h A invasão de Port Moresby foi cancelada. Também termina a Batalha do Mar de Coral.

> 09 Os CA KINUGASA e FURUTAKA são libertados da escolta. DD  YUGURE e USHIO permanecem com o SHOKAKAU que ruma para o Japão. Os americanos despacham submarinos para interceptá-lo, a operação tem o codinome “Urso Ferido”.

> 10:
– 20:15 h USS GREENLING recebe mensagens de que navios japoneses danificados estão a caminho de Truk. Lhe é  designada nova área de patrulha na esperança de interceptar o porta aviões danificado, que acreditava-se rumar ao Japão.

>12 Mar das Filipinas. O CV SHOKAKU encontra nova escolta (KUROSHIO, OYASHIO, e HAYASHIO) os DD USHIO e YUGURE são liberados. Com sucesso, evita os submarinos americanos  mantendo altas velocidades, mesmo com a proa avariada. O navio recebe tanta água que quase emborca no caminho. 

> 16 Antecipando a rota do SHOKAKU,  o SS USS TRITON avista-o, juntamente com dois destróieres, mas a velocidade de 16 nós e o rápido  “zigue-zague” impedem a aquisição de alvo.

>17  As 03:16 h o SS USS POLLACK chega a rota prevista do SHOKAKU e começa a patrulha, na superfície, mas o navio já passou.

Nesta noite, tendo escapado de oito submarinos americanos, o SHOKAKU chega a Kure sendo imediatamente colocado na “Reserva da Força Móvel”. Uma placa do Almirante Yamamoto, outorgada durante sua visita ao navio, elogia a tripulação.

27.06.42 Kure. Reparos concluídos. Um radar “Type 21” foi instalado na ponte diretamente acima da diretora de tiro.

16.08.42 Japão. Zarpa para apoiar operações em Guadalcanal.

24.08.42  Batalha das Salomão Oriental.

– 02:00 Patrulhando na região nenhum porta aviões americano fora ainda avistado. O Almirante Nagumo destaca CE RYUJO, CA TONE e os DD AMATSUKAZE e TOKITSUKZE para avançar para o sul em apoio direto ao comboio de tropas e reforços do Almirante Tanaka.

– 04:15 h Os porta aviões japoneses em reconhecimento lançam 19 aeronaves, complementados por 7 hidroaviões dos cruzadores. Nagumo ordena que uma força de ataque esteja preparada para lançamento sendo composta apenas com bombardeiros de mergulho (os aviões torpedeiros são mantidos em reserva).
– 12:50 h Recebe relatório de avistamento da aeronave do CA CHIKUMA sobre porta aviões americanos (SARATOGA e ENTERPRISE – o WASP fora destacado em 23.08 para reabastecer). Embora o hidroavião tenha sido abatido antes de informar posição, Nagumo conseguiu estimar a localização a partir do cronograma de busca. O SHOKAKU lança 18 bombardeiros de mergulho e quatro caças.  ZUIKAKU nove bombardeiros de mergulho e seis caças.

– 13:15h  Enquanto ainda lança o ataque, o SHOKAKU é subitamente bombardeado por duas aeronaves do ENTERPRISE. Embora o radar tenha detectado e enviado um aviso a ponte, ele não é recebido a tempo. Vigias os avistam no último minuto e o Capitão Arima volta o navio completamente a bombordo escapa. Por causa deste ataque SHOKAKU imediatamente lança seus últimos 11 caças para reforçar a CAP.

– 14:00 h Lançado o segundo ataque. CV SHOKAKU com 9 bombardeiros de mergulho e 3 caças, o ZUIKAKU 18 bombardeiros de mergulho e 6 caças.

– 14:40h  O primeiro ataque japonês atinge os americanos, todo ele incide sobre o USS ENTERPRISE. Três impactos de bombas o danificam. Os japoneses perdem 18 bombardeiros de mergulho e 6 caças, vários foi abatidos pelas baterias AAA do novo encouraçado USS NORTH CAROLINA.

– 16:30 h Devido a uma posição de contato errônea, o segundo ataque japonês não localiza os americanos e, atingido alcance máximo, descarta o armamento e inicia retorno para um pouso perigoso após o pôr do sol. O almirante Nagumo ordena que os holofotes se acendam, e todos, com exceção de cinco bombardeiros, retornam em segurança. Depois disso, Nagumo retira-se para reabastecer. A batalha acaba.

– 18:15 h ZUIKAKU recupera seu segundo ataque, 6 caças e 16 bombardeiros.

09.42  Truk. Operações na região.

10.1942 Truk. A partir desta base operações na região das ilhas Salomão.

> 15  Recebido relatório de avistamento de um pequeno comboio americano a leste de Guadalcanal (identificado como um cruzador ligeiro e um rebocador de 300 toneladas rebocando o que parecia ser uma doca flutuante). Lança juntamente com o ZUIKAKU 8 caças, 21 bombardeiros de mergulho e 9 torpedeiros. Localizam a força americana composta pelo DD USS MEREDITH e pelo rebocador VIREO rebocando uma barcaça a gasolina. O MEREDITH é afundado em dez minutos por várias bombas. SHOKAKU perde uma aeronave.

> 25 A Força recebeu instrução do Alm. Yamamoto, a bordo do BB YAMATO em Truk, de que forças aliadas, incluindo porta aviões estariam a nordeste das Ilhas Salomão.. A frota busca-los e destruí-los no dia 26. (em 24 de outubro força americana composta dos CV ENTERPRISE e HORNET recebera ordens de conduzir uma varredura ao norte e ao redor das Ilhas Santa Cruz e no Mar de Coral. Isso colocou as forças de transporte japonesas e americanas em rota convergentes, resultando na Batalha das ilhas Santa Cruz.)

26.10.42  Batalha das ilhas Santa Cruz:

– 02:45 h Nagumo lança nove aeronaves de busca, sendo quatro do SHOKAKU. Toma a precaução de manter suas aeronaves prontas, no convés de voo, para um primeiro ataque. 

– 04:50 H Vigias avistam aeronaves inimigas esperando oportunidade de ataque. SHOKAKU lança imediatamente nove caças, incluindo quatro destacados o grupo de ataque, para se juntar aos três já em CAP. ZUIKAKU também acrescenta oito caças a CAP (duas aeronaves de reconhecimento do ENTERPRISE haviam avistado e relatado a posição de Nagumo).

– 04:58 h Nagumo recebe relatório de avistamento de aeronave do SHOKAKU.  Ordena o lançamento imediato do ataque e envia o avião de reconhecimento rápido do SHOKAKU para confirmar o avistamento.

– 05:10 h SHOKAKU lança 4 caças e 20 torpedeiros. Nagumo recupera alguns CAP, e ordena que a segunda leva de ataque, já armada, seja levada dos hangares para os convés de voo.

– 05:40 h A força de porta aviões japonesa é repentinamente atacada por dois bombardeiros do ENTERPRISE que visam o ZUIHO (atingido com uma bomba), o que o torna incapaz de recuperar a aeronave. Sua onda de ataque deve pousar nos outros porta aviões japoneses. Temendo a repetição de Midway, os japoneses aceleram os preparativos para lançamento das aeronaves, carrinhos de combustível são lançados ao mar (para diminuir o perigo de incêndio) e até mesmo os aviadores ajudam o pessoal do convés a carregar os torpedos mais rapidamente.

– 06:10 h SHOKAKU lança 3 caças em CAP e sua segunda onda de ataque (5 caças e 20 bombardeiros de mergulho). Embora ZUIKAKU ainda não estivesse pronto para lançar aeronaves Nagumo decidiu dividir ao ataque, tendo em mente as lições da Midway. (ZUIKAKU não lançaria sua segunda força por uma hora mais).

–  06:40 h Radar do SHOKAKU detecta o ataque inimigo a 78 milhas de distância. A CAP, vinte e três caças, é ativada sobre os porta aviões (este é o primeiro exemplo de um porta aviões japonês usando radar e detectando força americana). Os atacantes são 15 bombardeiros de mergulho, 8 caças e 6 torpedeiros do CV USS HORNET).

– 06:50 h Nagumo ordena a frota que se volte e acelere para o norte, para aumentar a distância de contato. O ZUIKAKU, vira para o sudeste para lançar ataque.

– 07:00 h O ataque do HORNET se aproxima. ZUIKAKU lança seu ataque e vira procurando a cobertura de nuvens baixas.

– 07:10 h Aviões americanos começam a atacar. Simultaneamente os japoneses estão atacando o HORNET.

– 07:27 h Dez bombardeiros de mergulho do CV USS HORNET atacam SHOKAKU, que navega a toda a velocidade e esquiva-se de três ou quatro impactos, dos primeiros atacantes. As bombas restantes de 1.000 libras o atingem.  Quatro bombas, possivelmente seis, atingiram o convés de voo, uma na popa após a ilha e o resto se agrupou a meia nau, dos elevadores traseiros até a linha central do convés de proa. Grandes incêndios ocorrem. O convés de voo está completamente quebrado e estourado pelas explosões, o elevador central está dobrado e arruinado. No quarto da proa as armas de AAA (127 mm) nº 6 e nº 8 foram destruídas e quase todos os tripulantes nas proximidades mortos. Os hangares, felizmente quase vazios, foram devastados.

Como as casas das máquinas estão intactas e não há danos abaixo da linha d’água, o navio é capaz de manter 30 nós. O controle de danos extingue os incêndios, após quase cinco horas. Nenhum torpedo foi lançado contra o navio pois apenas os quinze bombardeiros de mergulho do HORNET o haviam encontrado, a volta de Nagumo para o norte havia feito o resto do ataque americano perder os porta aviões e se desviar para atacar o “Força Avançada” (dois couraçados e cruzadores dos quais o CA CHIKUMA receberia grandes danos). Perdas de aproximadamente 180 tripulantes.
– Enquanto SHOKAKU continua a queimar, mantendo a velocidade máxima, suas aeronaves danificam o HORNET com três impactos de bomba, dois impactos suicidas (bombardeiros de mergulho do ZUIKAKU) e dois golpes de torpedos. O SHOKAKU perdeu 10 aviões torpedeiros e um caça.

– 09:08 h Segundo ataque de SHOKAKU danifica o ENTERPRISE com dois impactos de bomba.

– 09:40 h SHOKAKU e ZUIHO se retiram a 28 nós, escoltados pelos DD ARASHI, MAIKAZE e HATSUKAZE. O ZUIKAKU permanece na região e recupera as aeronaves.

A batalha acabou. O bombardeado ZUIHO e o ardente SHOKAKU são mandado para o Japão, via Truk, escoltados pelos DD HATSUKAZE e MAIKAZE. O SHOKAKU tinha então apenas 4 caças e 1 avião torpedeiro a bordo (que não podiam ser lançados devido aos danos no convés).

02.11.42 a 03.1943  Japão. Yokosuka, modernização e reparos.

02.11.42  Truk. Zarpa escoltado pelos DD ARASHI, NOWAKI, MAIKAZE, juntamente com os avariados  ZUIHO e CHIKUMA, para o Japão.

06.11.42 Yokosuka. Inicia um longo período de reparos.

19.03.43 Yokosuka. Retorno as operações, zarpa para Kure.

21 a 31.05.43  Japão. Juntamente com outros porta-aviões e cruzadores, efetua incursão nas Ilhas Aleutas.

09.07 até 12.1943  Japão. Reune-se ao CV ZUIKAKU e zarpa para Truk. Opera na região em patrulhas e entrega de aeronaves a bases insulares.

30.10 a 13.11.43 “Operação RO – Reforço de Rabaul”. Transfere parte do grupo aéreo para bases terrestres em Truk. Posteriormente o grupo vai para o sul, para reforçar as unidades em Rabaul.

11.11.43 Truk. Zarpa para Yokosuka.

01.44  Japão. Yokosuka, revisão.

13.02.44  Singapura. Reintegra-se a frota.

08 até 11.43  Truk. Operações na região.

13.02.44 Cingapura. esta é a nova base avançada da Frota. Chega a base juntamente com o ZUIKAKU.

06.1944 Batalha Aeronaval das Marianas.

– 13 Tawi tawi. Zarpa para o mar das Filipinas.

  • 17 Batalha da Marianas, aproximação:
    – 15:30 h A Frota Móvel conclui reabastecimento e parte para a posição de patrulha designada.
    – 19:15 h USS CAVALLA (SS-244) avista a Frota Móvel no Mar das Filipinas. As 21:25 h transmite relatório de contato.
  • 18 Em companhia do TAIHO e o ZUIKAKU forma uma “Divisão” e participa nos dois primeiros dias da batalha.
  • 19 Ao amanhecer lança CAP, dezessete caças ZERO;

– 08:10 h  TAIHO navegando a frente é atacado / danificado por submarino (USS ALBACORE). SHOKAKU é forçado a reduzir a velocidade e desviar do local.

– 10:52 h SS 244 USS CAVALLA  avista SHOKAKU, um cruzador leve, um cruzador pesado e um destróier. Inicia aproximação.

– 11:10 h SHOKAKU recupera aeronaves.

-11:22 h Atingido por três torpedos (alguns relatos apontam 4) (dos seis) disparados do SS-244, todos a estibordo; dois a vante e um terceiro (e quarto?) a meia nau. Os impactos causam falha no gerador cortando metade das luzes do navio, grandes incêndios de combustível surgem no hangar e a sala de aquecimento número 1. Embora um dos eixos esteja desligado o navio, a princípio, permanece em marcha, mas começa a adernar a estibordo e inclinar-se na proa. O fogo no hangar piora, alimentado por tanques de combustível e garrafas de oxigênio de aeronaves armazenadas que começam a explodir junto com munição de metralhadora, dificultando os esforços de controle de danos. As telas do obturador a prova de fogo, que dividem o hangar, são ineficazes. Inerte, SHOKAKU  tenta recuperar o equilíbrio. Embora o controle de danos inicialmente esperasse salvá-la, as inundações e incêndios se intensificaram nas horas seguintes.

-12:10 h Os incêndios detonam uma bomba, que está no hangar, liberando gases voláteis de um tanque rachado. Grandes explosões induzidas destroem o navio e a esperança de salva-lo se desvanece. A inclinação se acentua e projeções de fogo e a fumaça jorram das aberturas dos poços de elevador.

-13:50 h As aeronaves de ataque retornam, sendo direcionadas para ZUIKAKU e TAIHO. Neste momento, o capitão Matsubara ordenou “Preparar para abandonar o navio”. Os membros da cabine de comando baixam a bandeira. O capitão Matsubara se amarra ao porta-aviões decidido a compartilhar seu destino. Antes que a evacuação possa prosseguir, a proa mergulha e água entra no poço do elevador No.1, fazendo com que o navio efetue um movimento brusco de arfagem. 

– 14:01 h o SHOKAKU afunda, a popa ergue-se alta com hélices visíveis. Depois do naufrágio quatro tremendas explosões soaram. Devido ao súbito desastre, a perda de tripulantes é elevada, 58 oficiais, 830 tripulantes e 376 membros do “Grupo Aéreo 601” e oito civis. Total de 1.272 mortos. O CL YAHAGI e os DD URAKAZE e HATSUZUKI resgatam 570 sobreviventes, entre eles o próprio capitão Matsubara que depois de ter sido arrastado da ponte fica no mar. Manda afastarem-se os barcos salva-vidas que se aproximam (enquanto nada) recusando resgate até que todos os outros naufrágos sejam resgatados.

– 22 Okinawa / Nakagasaku. Destróieres transferem os sobreviventes do SHOKAKU para o CA MAYA.

O capitão Matsubara retornou ao Japão e em 30 de junho foi designado para o Distrito Naval de Yokosuka, depois foi transferido para Sasebo, como comandante do Quartel Naval. Subsequentemente terminou o ano como instrutor na escola de torpedos.

Glossário: CV > Porta aviões de Esquadra       BB > Encouraçãdo     CAP > “Combate Air Patrol” patrulha aérea de (caças) de Combate         CA > Cruzador pesado     CL > Cruzador Leve      DD > Destróier            SS > Submarino

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